Infância, Adolescência e Videogames

É muito comum ouvirmos os adultos, pais de crianças e adolescentes, reclamarem que os jogos eletrônicos influenciam o agir e os pensamentos das crianças.
Quem nunca ouviu a frase: “o menino ficou violento porque joga jogos violentos por muito tempo”?
O assunto ainda gera muita polêmica e debates. Afinal, os videogames afetam o raciocínio das crianças? O videogame prejudica a socialização do adolescente? Até que ponto a vontade de jogar pode ser interpretada como saudável ou obsessiva?
Claro que tudo em excesso traz prejuízos e assim também é com os jogos eletrônicos e virtuais. Quando a criança e o adolescente apresentam características como: frustração exacerbada ao deixar de jogar, vontade irresistível para ficar diante do jogo e sensação de tensão aliviada somente ao jogar, os pais e responsáveis devem ficar atentos, pois esses casos são alertas para a dependência no jogar. Entretanto, podemos também avaliar o lado positivo dos jogos.
Muitos possuem conteúdos educativos, conteúdos que estimulam a imaginação e criatividade dos pequenos. Por meio dos jogos, a criança e o adolescente podem aprender um novo idioma, entender que há “fases” na vida e que nelas poderemos encontrar obstáculos, dentre outros aprendizados.
Segundo os autores Cavalli, Trevisol e Vendrame (2013), os jogos virtuais constituem atividades que proporcionam a manifestação de conteúdos emocionais e sociais, e como um modo de brincar, apresenta vários significados:
“o jogo constitui-se uma atividade universal que contribui para o desenvolvimento social, cognitivo e afetivo do ser humano. A percepção dos adolescentes em relação ao significados dos jogos eletrônicos e virtuais em seu cotidiano é a chave para a busca de respostas abordando algumas questões que caracterizam variáveis significativas como definição e importância, discriminação de quantidade de tempo, substituição de relações virtuais por reais, isolamento e possíveis comportamentos agressivos.” (p. 155).
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Podemos entender que para as crianças e adolescentes os jogos constituem uma fonte de diversão e interação com os amigos e, além disso, tais jogos abrem possibilidade de desenvolver representações do dia a dia e de suas fantasias, proporcionando apropriação de papéis e valores sociais.
Devemos nos manter atentos para quais exageros circundam a atmosfera dos jogos, quais os conteúdos abordados e o que nossos pequenos reproduzem a partir da vivência com os jogos: “Estudar esses comportamentos, desenvolver trabalhos preventivos, de orientação e de resgate do cotidiano social real, é de impreterível necessidade para que desenvolvam adolescentes aptos a viver relações saudáveis, mesmo estando em contato efetivo com os meios eletrônicos e virtuais (Cavalli, Trevisol e Vendrame, 2013,p.161).
E você, qual foi sua experiência com videogames? O que acha desse assunto?
FONTE: “Influência dos jogos eletrônicos e virtuais no comportamento social dos adolescentes” – http://www2.pucpr.br/reol/pb/index.php/pa?dd1=7616&dd99=view&dd98=pb
Kaíza Oliva Donadia
Psicoterapia e Orientação Profissional e de Carreira
CRP 16/4340

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