Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

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O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ( TDAH) é considerado um dos transtornos neuropediátricos  mais comum da infância e adolescência. Crianças, cada vez mais novas, chegam à clínica psicológica diagnosticada ou com suspeita  deste transtorno. Juntamente ao crescente número de diagnóstico, vários pesquisadores também tem estudado e procurado desenvolver estratégias de intervenção.

Mas afinal, o que é este transtorno? Ele existe? Por que tantas crianças/ adolescentes estão tendo este diagnóstico?

O TDAH é um fenômeno complexo produzido na interação de diversos fatores biológicos e psicossociais . Para a realização de um diagnóstico faz-se necessário uma avaliação minuciosa que envolva diversos profissionais, como neuropediatra, psiquiatras infantis, pedagogos, psicólogos  e familiares que conviva e conhece a criança/adolescente. Pode-se afirmar que está havendo um grande exagero na utilização desse diagnósticoE enquanto profissionais, pais, devemos ficar atentos!

Por isso desconfie se algum profissional apenas preencher alguns critérios descritos no transtorno! Certamente todos nós receberíamos tal diagnóstico. Para que a criança/adolescente apresente tal transtorno deve ser considerado que os sintomas básicos se apresentem de forma sistemática, contínua e prolongada. 

O transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ( TDAH) envolve  níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade. Estas características podem trazer prejuízos emocionais, de relacionamento, decorrendo daí baixos níveis de auto-estima, desempenho escolar deficitário, devido as dificuldades no aprendizado. 

De acordo com Cypel (2007) o TDAH é compreendido como um transtorno que compromete principalmente o funcionamento do lobo frontal do cérebro, responsável, entre outras atividades, pelas funções executivas (FE) que são aspectos do funcionamento cerebral que envolve a atenção, o planejamento e a organização. Assim tais pessoas apresentam dificuldades em conseguir planejar-se, traçar objetivos e metas;  controlar impulsos e emoções e a memória que depende da atenção. Os comportamentos característicos do TDAH podem ser colocados em uma classe que abrange comportamentos de manter-se atento (independente do que for apresentado para ele) e controlar-se, ou seja, dificuldade em seguir regras.

TDAH e agora?

O tratamento do TDAH deve envolver uma abordagem multidisciplinar fundamentada em métodos científicos, ou seja, que envolva estudos que comprovem a eficácia e validam tais procedimentos. Além disso, atores sociais como pais, outros familiares, educadores, profissionais da saúde e educação são de suma importância. Dentre os tratamentos recomendados temos  a psicofarmacoterapia, que envolve o uso de medicações para tratar de dimensões biológicas. Mas vale lembrar que o que irá determinar o uso ou não de medicamentos é cada caso. E a psicoterapia que envolve análise do funcionamento do indivíduo e permite a compreensão do caso e orienta as decisões clínicas. Saber unicamente que o indivíduo tem o diagnóstico não fornece informações suficientes para determinar a intervenção psicoterapêutica. Desta maneira é fundamental identificar os comportamentos do indivíduo, o contexto que ocorre e seus efeitos.

De acordo com Sandro & Vasconcelos (2010) a Análise do comportamento enquanto ciência, promove uma intervenção psicoeducativa e contribui de forma sgnitificativa para o estudo do TDAH. Baseado na análise funcional dos comportamentos apresentados pelas crianças e adolescentes diversas intervenções tem se mostrado úteis como; o sistema de pontos, reforçamento diferencial, custo de resposta, tarefas para casa, modelação, dramatização. O tratamento envolve, principalmente, ensino de estratégias que auxiliam o controle da impulsividade e hiperatividade, e também aquelas relacionadas ao autocontrole. 

Texto escrito pela Psicóloga Andressa Tonini Pissaia (CRP 16/4324)

Psicóloga Clínica Infanto-Juvenil

Referências:

CAPOVILLA, F.C. Transtornos de Aprendizagem: progresso em avaliação e intervenção preventiva e remediativa. 2º Edição. Sao Paulo: Memnon, 2011

CYPEL, S. Déficit de Atenção e Hiperatividade e as Funções Executivas: Atualização para pais, professores e profissionais da saúde. 3°Edição. São Paulo: Lemos Editorial, 2007.

SANTOS, L.F; VASCONCELOS, L,A.Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade em Crianças: Uma Revisão Interdisciplinar.Psic.: Teor. e Pesq., Brasília, Out-Dez 2010, Vol. 26 n. 4, pp. 717-724. 

SCHWARTZMAN,J.S Transtorno de déficit de Atenção. 3°Edição. São Paulo: Memnon,2008.

 

 

One comment

  1. Acho muito complicado hoje em dia qualquer criança que não se encaixe no padrão exemplar escolar e taxada como tdah…
    gostei de como abordou o assunto de forma séria e responsável!
    Amei o texto! Vem conhecer nosso blog também, tenho certeza que vai gostar!

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