Escolha profissional: Fazer o que se ama X fazer o que é melhor remunerado?

Início de ano letivo e muitos adolescentes e jovens começam desde já a se preparar para uma das decisões mais importantes de sua vida daqui para frente: a escolha de uma carreira profissional. O momento de decisão é recheado de sentimentos: medos, insegurança, dúvidas, expectativas de um futuro promissor, etc. Envolta dessa escolha podemos encontrar os mais diversos fatores: valores pessoais, expectativas dos pais, situação sócio-econômica, retorno na profissão escolhida, identificação com determinada área acadêmica, dentre outros.

É neste momento aparecem perguntas como: “Será que devo seguir a carreira do meu pai?”, “Devo seguir aquilo que eu gosto de fazer?”, “Em que será que tenho habilidade?”, “Será que o que eu escolher será suficiente?”, entre outras questões. Perguntas assim nos fazem perceber que no momento de reflexão sobre a escolha profissional estão envolvidos não só os interesses e habilidades do adolescente, mas também as informações que ele possui sobre as profissões, a expectativa própria do adolescente de almejar um futuro e também a dos familiares. Também está em voga aqui a visão de mundo que ele tem, o relacionamento com os pares, a vontade de conhecer e se aventurar em algo novo.

Ao se pensar em carreira vem sempre o duelo: “Faço o que eu gosto e tenho habilidade X faço algo que me proporcione retorno financeiro imediato?”

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Comumente escutamos dos mais próximos a nós a seguinte frase: “Faça o que você para que não se canse e desista de sua profissão. Porém, não são todos que pensam dessa maneira. No dia 24/02/2018, a Revista Exame publicou a matéria sobre o bilionário Mark Cuban onde o mesmo diz a seguinte resposta sobre a escolha de uma carreira: “ para ser um dos melhores (na sua profissão), você precisa se esforçar […]. Então não siga sua paixão, siga seu esforço”.

Mark traz uma nova forma de debater a decisão de carreira, pois segundo ele, a atividade em que mais exige seu esforço provavelmente será a atividade em que você gastará mais tempo para obter resultado, portanto, poderá ser a tarefa em que mais se dedicará e quanto melhor você se torna em realizar determinada atividade, mais tende a gostar dela.

Como mencionamos no inicio do texto, não é somente a praticidade deste pensamento que constituirá a escolha de uma carreira profissional. Todos os sentimentos e afetos envolvidos no momento de pensar sua profissão devem ser levados em consideração. A adolescência é um período em que o indivíduo está construindo a sua identidade, isto é, um período dinâmico e complexo em que se deve olhar com cautela.

Reforçamos que o suporte para o adolescente nesse processo é fundamental. O apoio dos familiares, amigos e toda a comunidade pode garantir melhor sentimento de pertença, de autonomia e liberdade. Todos nós temos papéis importantes na construção dos nossos futuros profissionais.

E você, o que acha? Devo escolher o que amo fazer ou outras atividades que são melhor remuneradas? Dê sua opinião! Entre em contato conosco.

Fonte: https://exame.abril.com.br/carreira/nao-siga-sua-paixao-na-carreira-aconselha-bilionario/

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-56652008000200013&lang=pt

Kaíza Oliva Donadia

Psicoterapeuta e Orientadora Profissional e de Carreira

CRP 16/4340

 

 

 

 

 

 

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